terça-feira, 15 de setembro de 2009

História da língua inglesa

A língua inglesa (English language) é uma língua indo-européia que pertence ao ramo ocidental da família germânica originando-se na Inglaterra. É a língua materna para muitas pessoas no Reino Unido, nos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, República da Irlanda, África do Sul, Jamaica, Gana, Índia e no Caribe Anglófono. É usada extensivamente como uma segunda língua e como língua oficial através do mundo, especialmente nos países da Comunidade das Nações e em muitas organizações internacionais, sendo uma das seis línguas oficiais das Nações Unidas.


Distribuição geográfica

História

Inglês antigo

Ver artigo principal: Língua inglesa antiga

O Inglês antigo se caracteriza pela fase compreendida ente 450 D.C. e o final do século XI. Nela, os franco-normandos invadiram a Inglaterra, fazendo com que a língua da corte e da administração passasse a ser a língua francesa. Era composto por quatro dialetos: o nortúmbrio, o saxão ocidental, o kentiano e o mércio. Foi neste período ainda que a língua dos anglo-saxões primeiro recebeu palavras latinas, durante a ocupação romana.

Em Inglês antigo e médio a sílaba tônica estava sempre na raiz silábica das palavras derivadas. No Inglês moderno, a sílaba tônica pode estar em quase qualquer sílaba de uma palavra.

O ramo germânico ocidental da família indo-européia, ao qual o Inglês pertence, também inclui o baixo alemão (Plattdeutsch), o neerlandês e o frisão. O Inglês deriva de três dialetos baixo alemães falados pelos anglos, saxões e jutos, que emigraram da Dinamarca e do norte da Alemanha para se estabelecer na Inglaterra a partir da metade do século V em diante. Estes dialetos estavam caracterizados pela retenção das oclusivas surdas /p, t, k/ transformadas nas fricativas correspondentes em alto alemão /f, th, x/ e das oclusivas sonoras /b, d, g/ transformadas em /p, t, k/. Essas transformações podem ser vistas no seguinte exemplo:

  • Baixo alemão – dör, pad, skip, heit
  • Inglês – door, path, ship, hot
  • Alto alemão – Tür, Pfad, Schiff, heiss

Inglês médio

Ver artigo principal: Inglês médio

O Inglês médio se caracteriza pela fase compreendida entre o início do século XII até o fim do século XV. Nela, temos o reinado da Dinastia Tudor, quando o Inglês perdeu muitas de suas flexões nominais e verbais, e muitas palavras francesas incorporaram-se ao léxico.

Inglês moderno

Inglês como primeiro idioma por país (Crystal 1997).

O Inglês moderno se caracteriza pela fase compreendida do ano de 1475 d.C. até os dias atuais. Nela, houve a unificação da língua com base no dialeto da região londrina.

A transição do Inglês médio ao moderno foi marcada por uma rigorosa evolução fonética na pronúncia das vogais, o que ocorreu entre os séculos XV e XVI. O lingüista dinamarquês Otto Jespersen denominou tal mudança de Grande Mudança Vocálica, que se consistiu em alterar a articulação das vogais em relação às posições dos lábios e da língua, que no geral se elevou em um grau. Esta mudança transformou as 20 vogais que possuía o Inglês médio em 18 no Inglês moderno. A escrita permaneceu inalterada como conseqüência da aparição da imprensa. Até então o Inglês médio possuía uma escrita mais fonética; todas as consoantes se pronunciavam, enquanto que hoje algumas são mudas como o l em walking.

A partir de 1500 começa o período da expansão geográfica do Inglês; primeiro nas regiões vizinhas da Cornuália, Gales, Escócia e Irlanda, onde substitui quase completamente o céltico e nas ilhas Shetlands e Orcadas substitui a língua descendente do Norueguês Antigo chamada norn.

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